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Imagens plano de saúde

Gooooooooool…é dos planos de saúde!

POR BERNARDO MELLO FRANCO 29/06/2018 06:15

Enquanto a plateia se distrai com a Copa do Mundo, os planos de saúde gritam gol. Os empresários do setor não foram à Rússia, mas receberam uma bola açucarada da ANS. No apagar das luzes do governo Temer, a agência editou normas que podem dobrar o gasto mensal dos segurados.

As mudanças foram publicadas ontem no “Diário Oficial”. Com a canetada, os planos ganharam aval para tomar mais dinheiro dos clientes. Quem ficar doente poderá ser obrigado a pagar 40% do valor dos procedimentos médicos. Além da mensalidade e dos remédios, é claro.

“Essas regras são tão abusivas que dá vontade de chorar”, desabafa Ligia Bahia, professora da UFRJ e doutora em Saúde Pública pela Fiocruz. “A agência reguladora deveria garantir que quem está doente seja atendido. O que estão fazendo é o contrário, e sem base legal”, afirma.

A ANS alega que protegeu os segurados ao estabelecer que a regra não valerá para tratamentos crônicos, como quimioterapia e hemodiálise. É uma meia verdade. Um doente com câncer não pagará a mais pela químio, mas poderá ser sobretaxado a cada vez que precisar de exames, fisioterapia ou apoio nutricional.

O mês da Copa tem sido lucrativo para os planos de saúde. No dia 5, o Senado aprovou a indicação de Rogério Scarabel Barbosa para o cargo de diretor da ANS. Ele era advogado de seguradoras antes de ganhar uma vaga na agência que deveria fiscalizá-las. O senador Randolfe Rodrigues comparou a nomeação à escolha de uma raposa para cuidar do galinheiro.

Na semana seguinte, a mesma ANS autorizou um reajuste de 10% nos planos individuais, uma goleada sobre a inflação oficial de 2,76%. O aumento chegou a ser barrado na Justiça. O desembargador Neilton dos Santos cassou a liminar na última sexta-feira, dia de Brasil x Costa Rica.

Em 2017, deputados ligados aos planos de saúde tentaram mudar a legislação para aumentar os lucros das empresas. As entidades de defesa do consumidor reagiram, e a proposta não chegou a ser votada.

Com o pacote de ontem, o governo encontrou um atalho para presentear as seguradoras sem depender da Câmara. Por mais que o lobby dos planos seja forte, os parlamentares ainda precisam do voto dos pacientes para se reeleger. Não é o caso do presidente da República.

Lula na Uerj: caravana da esperança emociona o Rio

Por Bepe Damasco

O ex-presidente Lula fechou com chave de ouro seu périplo pelo estado do Rio de Janeiro na noite desta sexta-feira, 8 de dezembro. Diante de uma concha acústica da Uerj superlotada, Lula brindou os estudantes, professores, parlamentares, sindicalistas e a militância presente com um discurso rico em conteúdo político e propostas para o Brasil, semeando esperanças.

Ele alertou que o povo ainda se sente anestesiado diante da destruição de seus direitos pelo governo golpista, desafiou a Lava Jato a encontrar um centavo ilegal seu, cobrou um pedido público de desculpas a ele “quando isso tudo terminar”, falou de seu projeto de federalizar o ensino médio e avisou para o delírio da plateia: “vou disputar e ganhar as eleições.”

Em sua fala, o deputado Wadih Damous chamou a atenção para o desafio colocado para os democratas e para a esquerda de garantir o direito de Lula se candidatar a presidente, enfrentando e derrotando as atrocidades jurídicas cometidas pela Lava Jato, para tirá-lo do páreo. Sobre o drama vivido pela Uerj, o deputado foi enfático: “Vamos até o fim nesta luta para recuperar a dignidade da Uerj. Eu sou filho da casa. Aqui, com muito orgulho, fiz o meu curso de direito. O descalabro de hoje é resultado da ação da quadrilha que governa o Rio.”

– Precisamos ter claro também que o sistema de justiça está na linha de frente do fascismo no Brasil. Hoje mesmo durante ato em frente à Petrobras, enquanto nas dependências da empresa o juiz fascista Moro participava de uma solenidade, eu disse que ele teima em se manter em silêncio sobre as graves denúncias de Tacla Duran. Não tem problema, nós vamos atrás deles e haveremos de pôr no banco dos réus a turma da Lava Jato de Curitiba.

Fotos:

Grande ato de encerramento da caravana Lula Pelo Brasil no Espírito Santo e Rio de Janeiro na UERJ. #LulaPeloBrasil #LulaPeloRiodeJaneiro

Fotos Ricardo Stuckert, Pérola Baqueiro e Renam Brandão

Médicos das clínicas da família do Rio estão em greve desde de 26 de outubro

*Assessoria de Comunicação do Mandato Wadih Damous

Seria cômico, se não fosse trágico. O prefeito que se elegeu com a promessa de cuidar das pessoas deixa à míngua as unidades de saúde do município do Rio, especialmente as clínicas da família, que são voltadas para a atenção básica de saúde. Os médicos dessas unidades estão em greve desde o dia 26 de outubro contra o atraso sistemático no pagamento dos salários e a falta de insumos e medicamentos. Outras categorias, como enfermeiros e psicólogos, também aderiram à paralisação.

 Antes da deflagração da movimento, a categoria chegou a ser recebida pelo secretário de Saúde, Marco Antonio Matos, que alegou, além de insuficiência orçamentária para cobrir os gastos , o  contingenciamento por parte da Secretaria de Fazenda de 540 milhões de reais.
 
Segundo a médica Valeska Antunes, a Keka, uma das lideranças do movimento, cerca de 1.300 médicos aderiram à greve. Ela lembra que o problema do atraso dos salários, que começou em fevereiro, se agravou a partir de agosto. Em algumas OS, por exemplo, os salários de setembro só foram pagos na última semana de outubro. A maioria das OS vem realizando pagamentos parciais. Há casos mais graves, como nas três OS cujos profissionais nada receberam até agora.
 
 

Valeska Antunes em ato dos servidores da atenção básica do Rio

 – Em torno de 73% da lista de medicamentos importantes estão em falta. Isso nos obriga a usar medicamentos de segunda opção. E não é menos grave o problema dos insumos. Várias unidades estão sem gaze e ataduras. Também estão em falta papel e demais materiais de escritório, e até produtos de limpeza – denuncia Keka.
 
Entre as reivindicações dos médicos, estão a recomposição do orçamento da saúde, a definição de um calendário de pagamento dos salários, a reintegração de 140 agentes comunitários de saúde  demitidos, nenhuma demissão a mais, a normalização urgente do estoque de insumos e medicamentos, além da criação de uma mesa de negociação permanente que envolva a prefeitura, as OS e os 
profissionais de saúde.

Assembleia dos médicos atenção básica do município do Rio, mais de 40% da categoria presente

 
Os grevistas, além de cumprirem a obrigação legal de manter no trabalho 30% dos servidores, vão além, realizando atividades da greve nas comunidades.  O aceno feito aos médicos em greve, segundo o qual eles seriam recebidos pelo prefeito, ainda não se confirmou. E, para se ter uma ideia do descaso da prefeitura em relação a um problema que afeta a saúde de centenas de milhares de pessoas, o
Executivo municipal não mandou representação numa reunião com as partes convocada pelo Ministério Público do Trabalho, no dia 14 passado.
 
Lotada no Consultório de Rua, equipe de saúde da família que atende à população de rua, Valeska vive cotidianamente o drama da falta de medicamentos : ” Eu não tenho um anticoncepcional injetável para aplicar nas pessoas”, lamenta.  

Bolsonaro condenado!

Bolsonaro perdeu novamente! Foi condenado por declarações homofóbicas!

Essa é uma grande vitória em tempos de intolerância e retrocesso.

O Grupo Diversidade Niterói (GDN) segue fazendo um bom trabalho em Niterói, contribuindo para a causa geral da esquerda.
Em 2015, após 4 anos de batalha de judicial, o GDN e todo o movimento LGBT em parceria com o mandato Leonardo Giordano, conseguiu uma vitória: uma sentença que condenou Jair Bolsonaro a indenizar danos morais coletivos, no valor de 150 mil reais, pelas atrocidades e declarações homofóbicas proferidas no programa CQC, em março e abril de 2011.

O pedido das associações autoras da ação civil pública número 0115411-06.2011.8.19.0001, GDN, Grupo Arco Íris e CaboFree era para que a quantia fosse revertida para o Fundo de Direitos Difusos, onde poderia ser aplicada em políticas de combate à LGBTfobia.

Jair Bolsonaro recorreu ao Tribunal de Justiça contra essa decisão, na sua primeira condenação judicial, alegando ter imunidade parlamentar e o direito à liberdade de expressão. Sua apelação foi julgada nesta semana, 8/11, pela 6a Câmara Cível e foi rejeitada.

Juíza brasileira vai à Venezuela acompanhar eleições

A contra-informação é a melhor arma para desmontar preconceitos ou ideias falsamente disseminadas. O caso da Venezuela é emblemático uma vez que a mídia hegemônica brasileira, coligada com os interesses estadunidenses, jamais apresenta outras visões ou informações de modo a tornar possível uma compreensão mais ampla dos acontecimentos naquele país. Quando há iniciativas que proporcionam mais debate nos meios de comunicação é preciso reconhecer e ajudar a disseminá-las, afinal, a diversidade de informações é um pilar essencial para a existência de uma sociedade mais democrática. Em entrevista para a Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, a juíza Carla Avelini de Oliveira, do Fórum da Tristeza em Porto Alegre, conta como foi o trabalho de observadora internacional das eleições regionais da Venezuela, que ocorreram no último dia 15. A juíza foi cedida pela justiça gaúcha e representou a Associação Nacional Juízes pela Democracia. Ouça na íntegra e fique por dentro!

Só intervenção popular pode salvar o Brasil

Por Bepe Damasco

Presente à plenária da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, que superlotou o auditório do Clube de Engenharia, na tarde desta segunda-feira, 2 de outubro, o deputado federal Wadih Damous disse que “a intervenção do povo é o único fator capaz de barrar o que vem acontecendo no Brasil”.

Reunindo um grande número de lideranças populares, sindicais, políticas, além de empregados de empresas estatais ameaçadas pelo rolo compressor privatizante do governo golpista de Temer, o evento da frente marcou o início de um périplo pelo país, cujo objetivo é não só mobilizar a população na luta para impedir a liquidação do patrimônio público, mas também contribuir para a formulação de um projeto nacional de desenvolvimento.

A mesa foi composta pelos senadores Roberto Requião, presidente da frente, Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann, pelos deputados federais Wadih Damous, Glauber Braga, Jandira Feghali e Benedita da Silva, além do ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do anfitrião Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia.

Todos os discursos abordaram a gravidade do momento vivido pelo país, marcado pela forte ofensiva do governo ilegítimo contra os direitos sociais, trabalhistas e civilizatórios, por um lado, e pela entrega criminosa das estratégicas riquezas nacionais, por outro.

– Se depender da quadrilha que governa o país, o Estado que sobrará contará apenas com a polícia e as forças armadas, para combater os pobres – alertou Wadih. Segundo o deputado, só a mobilização popular poderá conter a entrega das riquezas do país, submetidas a interesses estrangeiros e imperialistas.

Ele denunciou a ação dos “patetas fascistas de Curitiba, que querem escolher o presidente” e denunciou a morte do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, como mais uma consequência do estado policial vigente no país.

“Temos que cobrar vergonha na cara do STF. O Supremo sabe que Eduardo Cunha comandou o impeachment distribuindo propinas entre os parlamentares. E por que não anula o golpe? Só pode ser por falta de vergonha na cara”, denunciou o deputado.

Wadih defendeu a necessidade da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional ganhar a ruas, o campo, as cidades e as escolas como única maneira de impedir a venda das nossas empresas. E o candidato da oposição, em 2018, deve, na sua visão, assumir dois compromissos fundamentais: a não renovação da concessão da Rede Globo e a convocação de um referendo revocatório, para anular todas as ações do governo golpista.

Wadih Damous: Generais tramam golpe nas barbas de um presidente desmoralizado

Generais tramam golpe nas barbas de um presidente desmoralizado

Especial para o Viomundo

A Constituição é clara : o presidente da República é o comandante supremo das forças armadas. E no seu artigo 142 o texto constitucional só admite a atuação dos militares na garantia da lei e da ordem por iniciativa dos poderes constitucionais; jamais por conta própria. A ordem jurídica também veda a opinião de caráter político por parte de oficiais da ativa.

No entanto, em menos de 48 horas, três generais – dois deles pertencentes ao alto comando do Exército, aí incluído o comandante, e um da reserva, mas visto como uma forte liderança por seus pares desde que comandou a primeira força de paz do Brasil no Haiti – fizeram letra morta desse marco legal ao defenderem a intervenção militar, para impedir a “instalação do caos.”

Em qualquer país de democracia avançada, insubordinações e desafios à ordem constitucional, como os protagonizados pelos generais brasileiros, seriam imediatamente coibidos com o afastamento das funções, como no caso do comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, e outras punições previstas em lei ou no regulamento disciplinar do Exército.

No Brasil pós-golpe, no entanto, o ministro da Defesa, também superior hierárquico dos generais, se limita a fazer uma tímida e envergonhada declaração sobre o assunto, enquanto o presidente – talvez acuado por saber de sua rala autoridade, uma vez que é produto de um golpe de estado- se omite completamente.

Tivesse Temer reagido à altura ao discurso do general Antônio Hamilton Mourão, que deu origem às demais falas de caráter golpista vindas da caserna, a anarquia poderia morrer no nascedouro.

Na base de Temer na Câmara dos Deputados e no Senado prevalece um silêncio preocupante em relação às escaramuças antidemocráticas a que o Brasil assiste.

Mesmo o campo democrático e de esquerda parece ainda não ter se dado conta do tamanho e da ferocidade do monstro que se vislumbra no horizonte.

A presidente nacional do PT é uma das exceções. Merece aplausos a nota emitida pela senadora Gleisi Hoffmann conclamando os democratas a cerrarem fileiras ante à ameaça dos militares de alta patente.

Vale recuar no tempo para lembrar que o golpe de 1964 foi precedido por falas polêmicas e desencontradas de chefes militares, alguns em defesa da legalidade, outros dando corda de forma sútil ou explícita à conspirata então em curso.

E não tenhamos dúvidas de que o alvo principal dos que hoje tramam a liquidação do regime democrático são as forças de oposição, os movimentos sociais, a mídia contra-hegemônica e a luta popular por direitos.

Circula na internet uma palestra de um dos insubordinados, o general Mourão, de sobrenome de triste memória, destilando intolerância contra a esquerda, a partir de considerações extremamente ignorantes e preconceituosas sobre o Fórum de São Paulo, uma articulação entre partidos e movimentos de esquerda da América Latina, fundado em 1999, na capital paulista.

A esquerda é citada ainda pelo general Augusto Heleno, quando saiu em defesa de Mourão : “ A esquerda, em estado de pânico depois de seus continuados fracassos viu nisso [nas declarações de Mourão] uma ameaça de intervenção militar. Ridículo.”

O risco às instituições democráticas é real. Não se trata de enxergar fantasmas onde eles não existem, nem de dar aso a análises catastróficas. O perigo é de carne e osso e veste verde oliva. Fascistas e golpistas não passarão.

Wadih participa de eventos do jornal L’Humanité, na França

O deputado Wadih Damous marcou presença na festa anual do tradicional jornal L’Humanité, que aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de setembro, em Paris. O encontro cultural, musical, político e gastronômico transformou por três dias o Parc de La Courneuve numa verdadeira cidade cultural e popular e contou com um público de 550 mil participantes.

Durante as atividades, Wadih recebeu todo suporte dos militantes do núcleo do PT de Paris, que foram responsáveis pela construção de agendas, com a colaboração da Secretaria de Relações Internacionais do partido.

Wadih cumpriu extensa agenda na França, incluindo debates sobre a situação do Brasil e da América Latina, no estande do Partido Comunista Francês, além de encontros com o secretário nacional do Partido Socialista , sindicalistas da CGT e eurodeputados.

O caso de amor entre Lula e o povo brasileiro

Que outro líder político, do Brasil e do mundo, seria capaz de protagonizar cenas apoteóticas como as de Lula em sua caravana pelo nordeste? Claro que nenhum.

Os que arriscam por aqui costumam ser alvejados por ovos ou escrachos de todo tipo. O fato é que anos a fio de uma caçada infame não foram suficientes para tirar Lula do coração do povo.

O contato com Lula reacende na memória das pessoas um tempo recente no qual existia emprego, os salários cresciam acima da inflação, os pobres podiam ter filhos na universidade, comprar seu carrinho e viajar.

Embora a mídia monopolista finja que não exista a caravana, se desmoralizando ainda mais, o maior líder de massas do país continua sendo a grande esperança de uma vida mais digna e feliz.

Fotos: Ricardo Stuckert