A frase do deputado Wadih Damous ilustra com perfeição a condenação de Lula pelo justiceiro Sérgio Moro há nove anos de prisão. Está consumada a gigantesca farsa montada por Moro e os procuradores deslumbrados de Curitiba para incriminaro ex-presidente.

A despeito das 73 testemunhas que inocentaram Lula, e das provas obtidas pela defesa de que o triplex do Guarujá nunca pertenceu a Lula, mas sim a OAS, Moro condenou-o porque seguiu o roteiro de primeiro inventar um criminoso para depois forjar a prática de um delito.

Rigorosamente nada do que consta dos autos justifica a condenação. Movido pelo holofotes da mídia monopolista e receoso da indignação de tomaria conta dos fascistas, caso ele procedesse como um magistrado de fato e absolvesse Lula, Moro, como sempre agiu pautado pela agenda política do país.

Não por acaso divulgou sua sentença no dia em que a CCJ da Câmara dos Deputados discute a admissibilidade do processo contra Temer por crime comum. Sua nítida intenção é ofuscar o debate dos deputados e atrair as atenções do país. Mas a condenação de Lula é tão absurda que o TRF4, a exemplo do que aconteceu no caso Vaccari, vai anular a armação de Curitiba e inocentar Lula.

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Wadih Damous é advogado e deputado federal. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro entre 2007 e 2012. Presidiu a Comissão da Verdade do Rio e a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB. Presidiu Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UERJ e, como advogado, atuou e defendeu os trabalhadores. Agora, como deputado federal, após ter ocupado a vanguarda na resistência ao golpe contra a presidenta Dilma, se firmou como um pilar da legalidade democrática na Câmara dos Deputados e é um dos principais parlamentares na defesa do Lula. Sua voz hoje no parlamento é referência contra as atrocidades jurídicas da Lava Jato e o Estado de exceção no qual está mergulhado o Brasil pós-golpe, sempre apontando a urgência do resgate da democracia.

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