Por Bepe Damasco

Presente à plenária da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, que superlotou o auditório do Clube de Engenharia, na tarde desta segunda-feira, 2 de outubro, o deputado federal Wadih Damous disse que “a intervenção do povo é o único fator capaz de barrar o que vem acontecendo no Brasil”.

Reunindo um grande número de lideranças populares, sindicais, políticas, além de empregados de empresas estatais ameaçadas pelo rolo compressor privatizante do governo golpista de Temer, o evento da frente marcou o início de um périplo pelo país, cujo objetivo é não só mobilizar a população na luta para impedir a liquidação do patrimônio público, mas também contribuir para a formulação de um projeto nacional de desenvolvimento.

A mesa foi composta pelos senadores Roberto Requião, presidente da frente, Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann, pelos deputados federais Wadih Damous, Glauber Braga, Jandira Feghali e Benedita da Silva, além do ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e do anfitrião Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia.

Todos os discursos abordaram a gravidade do momento vivido pelo país, marcado pela forte ofensiva do governo ilegítimo contra os direitos sociais, trabalhistas e civilizatórios, por um lado, e pela entrega criminosa das estratégicas riquezas nacionais, por outro.

– Se depender da quadrilha que governa o país, o Estado que sobrará contará apenas com a polícia e as forças armadas, para combater os pobres – alertou Wadih. Segundo o deputado, só a mobilização popular poderá conter a entrega das riquezas do país, submetidas a interesses estrangeiros e imperialistas.

Ele denunciou a ação dos “patetas fascistas de Curitiba, que querem escolher o presidente” e denunciou a morte do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, como mais uma consequência do estado policial vigente no país.

“Temos que cobrar vergonha na cara do STF. O Supremo sabe que Eduardo Cunha comandou o impeachment distribuindo propinas entre os parlamentares. E por que não anula o golpe? Só pode ser por falta de vergonha na cara”, denunciou o deputado.

Wadih defendeu a necessidade da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional ganhar a ruas, o campo, as cidades e as escolas como única maneira de impedir a venda das nossas empresas. E o candidato da oposição, em 2018, deve, na sua visão, assumir dois compromissos fundamentais: a não renovação da concessão da Rede Globo e a convocação de um referendo revocatório, para anular todas as ações do governo golpista.

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Wadih Damous é advogado e deputado federal. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro entre 2007 e 2012. Presidiu a Comissão da Verdade do Rio e a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB. Presidiu Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UERJ e, como advogado, atuou e defendeu os trabalhadores. Agora, como deputado federal, após ter ocupado a vanguarda na resistência ao golpe contra a presidenta Dilma, se firmou como um pilar da legalidade democrática na Câmara dos Deputados e é um dos principais parlamentares na defesa do Lula. Sua voz hoje no parlamento é referência contra as atrocidades jurídicas da Lava Jato e o Estado de exceção no qual está mergulhado o Brasil pós-golpe, sempre apontando a urgência do resgate da democracia.

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