“O filhote do fascista fez apologia à tortura nas redes sociais. Mais uma atitude criminosa da corja de discípulos de Pinochet”, protestou o deputado Wadih Damous (PT/RJ) após o vereador Carlos Bolsonaro (PSC/RJ) postar a imagem de um homem torturado, no Instagram. Na imagem o homem tem um saco plástico na cabeça, está ensanguentado e com a boca aberta, além de trazer no peito a hashtag #EleNão, usada por críticos do candidato a presidência. “Que o voto popular atire a família inteira na lata de lixo da História, de onde nunca deveriam ter saído”, concluiu Damous.

O senador Lindbergh Farias (PT/RJ), candidato à reeleição, também se manifestou sobre a publicação da foto no Instagram: “A família Bolsonaro ultrapassou todos os limites com seu discurso do ódio e da intolerância. Apologia da tortura é crime”, sentenciou. Para o senador – que enfrenta o deputado estadual Flavio Bolsonaro (PSL) no Rio de Janeiro, também candidato ao senado – serão as mulheres que vão fazer a diferença com a campanha #EleNão.

“Eles estão fazendo um grande movimento em tom de ameaça, de agressão, contra a mobilização das mulheres no próximo sábado, em todo o Brasil. Nós, brasileiros, temos de agradecer às mulheres. Elas é que estão impedindo o crescimento dessas candidaturas que só fazem mal ao país. Elas é que vão dar a grande resposta no dia 29”, concluiu o senador.

Parlamentares de outros partidos prometem pressionar a presidência da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro para abrir processo de cassação do mandato de Carlos Bolsonaro.

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Wadih Damous é advogado e deputado federal. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro entre 2007 e 2012. Presidiu a Comissão da Verdade do Rio e a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB. Presidiu Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UERJ e, como advogado, atuou e defendeu os trabalhadores. Agora, como deputado federal, após ter ocupado a vanguarda na resistência ao golpe contra a presidenta Dilma, se firmou como um pilar da legalidade democrática na Câmara dos Deputados e é um dos principais parlamentares na defesa do Lula. Sua voz hoje no parlamento é referência contra as atrocidades jurídicas da Lava Jato e o Estado de exceção no qual está mergulhado o Brasil pós-golpe, sempre apontando a urgência do resgate da democracia.

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