Lula mandou orientações à militância petista, por meio do deputado federal Wadih Damous que se reuniu com o ex-presidente, na PF, em Curitiba

 

“O que o presidente pediu é que os militantes da candidatura Haddad vão pras ruas ganhar as eleições”, informou o advogado de Lula e deputado federal Wadih Damous (PT/RJ), após visita ao ex-presidente, hoje (3), na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

 

Em entrevista transmitida ao vivo, pelas redes sociais, em frente à PF, o deputado falou das orientações de Lula para esse momento das eleições: “A orientação é não se deixar intimidar pelas pesquisas. O PT é um partido provado e experiente em campanhas eleitorais. Não é a primeira vez que pesquisas apontam um determinado caminho e quando esse caminho não é favorável isso é revertido no processo eleitoral, nas ruas”, disse.

 

Indagado sobre a definição de estratégias para a segunda etapa, Damous deixou claro que a preocupação do presidente, agora, é assegurar a presença de Haddad no segundo turno, de preferência, já em vantagem. “O segundo turno está praticamente garantido. Que se mostre a garra de sempre, a garra que a militância petista sempre demonstrou, se mostre a vontade de ganhar que nós sempre demonstramos. E não se deixar abater por conta de um viés desfavorável, provavelmente momentâneo. É ir pras ruas ganhar a eleição”, enfatizou.

 

No entanto, o parlamentar também afirmou que após assegurada a ida para o segundo turno “é óbvio que não vai se negar diálogo com ninguém. Mas nós não vamos, enfim, repetir determinado tipo de procedimento que em outras épocas foi correto e talvez nesse momento não seja. Isso vai ser definido com a passagem para o segundo turno. Às vezes você faz amplas alianças, outras vezes você reduz esse arco de alianças. Isso vai ser definido após ficar claro o primeiro turno com a nossa presença e aí a direção do PT vai saber como agir em relação a outros partidos e a candidatos que não passaram para o segundo turno”.

 

Damous disse que o presidente elogiou muito o Haddad. “Ele acha que o ex-ministro Haddad tem se comportado de uma forma correta e exemplar no processo eleitoral. Ele não tá preocupado com a performance do ministro Haddad. Ele tem a certeza de que no último debate o Haddad vai se sair bem. Mas a questão é ganhar a eleição no primeiro turno. O segundo turno é outra eleição.”

 

Questionado por um jornalista se o PT teria subestimado o crescimento do antipetismo nos últimos dias, registrado em pesquisas, o deputado refutou. “Não subestimamos o antipetismo. O antipetismo é em boa parte fabricado, inclusive por órgãos de imprensa, vamos deixar isso aqui claro com muita honestidade. Fabricado por órgãos de imprensa, fabricado por parte do sistema de justiça.”

 

Novamente questionado pelo jornalista sobre se o PT não havia cometido nenhum erro, Damous foi contundente. “Todos nós cometemos erros, você, eu, todo mundo aqui comete erro. Mas não são esses erros o fator decisivo para esse antipetismo. O fator decisivo para o antipetismo são as políticas sociais, é voltar a governar para os pobres, é recolocar os pobres no orçamento. Essa é a razão fundamental do antipetismo. E que não está disseminado na sociedade com o alcance que se procura dizer que está”, concluiu.

 

No caminho de volta para o Rio, Damous trouxe na bagagem um relevante apoio eleitoral: uma carta do presidente Lula pedindo votos para ele – candidato à reeleição para deputado federal – aos eleitores do Estado do Rio de Janeiro.

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Wadih Damous é advogado e deputado federal. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro entre 2007 e 2012. Presidiu a Comissão da Verdade do Rio e a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB. Presidiu Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UERJ e, como advogado, atuou e defendeu os trabalhadores. Agora, como deputado federal, após ter ocupado a vanguarda na resistência ao golpe contra a presidenta Dilma, se firmou como um pilar da legalidade democrática na Câmara dos Deputados e é um dos principais parlamentares na defesa do Lula. Sua voz hoje no parlamento é referência contra as atrocidades jurídicas da Lava Jato e o Estado de exceção no qual está mergulhado o Brasil pós-golpe, sempre apontando a urgência do resgate da democracia.

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