Os jornalistas Fernando Morais e Mino Carta foram proibidos de visitar o ex-presidente Lula na prisão, nesta quinta-feira (4) na sede da Polícia Federal em Curitiba. Morais, indignado, criticou o presidente do STF, Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal: “Toffoli, exibido e vaidoso, para aparecer na televisão, proíbe amigos de 40 anos de visitar Lula. E nenhum de nós viemos para fazer entrevista, viemos para dar um abraço nele”, disse.

Fernando Morais fez questão de dizer que sua indignação não é pessoal, mas política. “Não é um absurdo contra Mino Carta, não é absurdo contra mim, não é um absurdo contra Lula, é um absurdo contra a sociedade. Eles querem mostrar quem manda”, denunciou.

Numa referência às sucessivas proibições de entrevistas de veículos de imprensa com o presidente Lula, ele concluiu dizendo: “não querem que você saiba o que está acontecendo no Brasil”.

 

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Wadih Damous é advogado e deputado federal. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro entre 2007 e 2012. Presidiu a Comissão da Verdade do Rio e a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB. Presidiu Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UERJ e, como advogado, atuou e defendeu os trabalhadores. Agora, como deputado federal, após ter ocupado a vanguarda na resistência ao golpe contra a presidenta Dilma, se firmou como um pilar da legalidade democrática na Câmara dos Deputados e é um dos principais parlamentares na defesa do Lula. Sua voz hoje no parlamento é referência contra as atrocidades jurídicas da Lava Jato e o Estado de exceção no qual está mergulhado o Brasil pós-golpe, sempre apontando a urgência do resgate da democracia.

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